HISTÓRIA 9ºANO

 

HISTÓRIA 9ºANO

APOGEU E DECLÍNIO DA INFLUÊNCIA EUROPEIA

Supremacia europeia sobre o mundo

Ao começar o século XX a Europa é…

  • A fábrica do mundo
  • O maior banqueiro mundial
  • O principal centro do comércio
  • O mais activo foco cultural

a supremacia europeia justifica-se pelos progressos técnicos e a expansão de capitalismo industrial e financeiro, ocorridos ao do século XIX.

A concorrência americana e japonesa

Estados Unidos da América

  • ricos em matérias-primas e em mão de obra
  • burguesia dinâmica e empreendedora
  • mercado vasto para colocar os produtos transformados

Japão

  • técnicas importadas da Europa
  • mão de obra barata
Interesse pelos territórios da África, Ásia e América do Sul

Os países mais desenvolvidos procuram alargar os seus territórios devido:

  • à necessidade de procurar novas novas fontes de matérias primas a baixos preços
  • à possibilidade de alargar mercados
  • à exploração de novos produtos
  • à existência de capitais disponíveis para investir

Colonialismo – sistema de dominação politica, económica e cultural exercida por um estado (metrópole) sobre um ou mais territórios (as colónias) cujo o principal objectivo é a exploração económica.

Imperialismo – politica de expansão e domínio territorial efectivo, civilizacional e / ou económico de uma nação sobre outras.

Clima de tensão entre os países europeus

Os países mais industrializados entraram em competição pelos territórios ricos em matérias primas, criando-se assim rivalidades entre eles. Para além destas rivalidades económicas e de disputas territoriais havia tensões nacionalistas em que vários povos na região dos Balcãs  estavam contra o domínio do império Austro-Húngaro.

Nacionalismo – atitude e prática politica, de alguns Estados, de exaltação patriótica. Geralmente, esse patriotismo glorifica o passado e os valores nacionais com vista a garantir a unidade nacional.

As viagens de exploração

A Europa possuía vastos domínios coloniais e algumas dessas áreas eram ainda pouco conhecidas, sobretudo as do interior do continente africano. Com o objectivo de explorar e efectivar a posse dessas regiões, foram organizadas várias expedições.

Principais exploradores:

  • Livingstone
  • Standley
  • Brazza
  • Serpa Pinto
  • Roberto Ivens
  • Brito Capelo
Conferência de Berlim

Para resolver a partilha de África realizou-se a conferencia de Berlim onde ficou estabelecido que os territórios africanos pertencessem aos países que demonstrassem capacidade para os ocupar.  (principio da ocupação efectiva)

 Mapa cor-de-rosa

Após a conferencia de Berlim, Portugal apresentou o mapa cor-de-rosa, que consistia na pretensão de unir os territórios de Angola a Moçambique.

Ultimato Inglês

O projecto português colidia com os interesses ingleses que pretendiam juntar os territórios que iam do Cairo (Egipto) ao Cabo (África do Sul). Sendo assim, a Inglaterra fez um ultimato exigindo a retirada das tropas portuguesas dos territórios entre Angola e Moçambique. Portugal, sem possibilidade de enfrentar a mais forte das potencias coloniais da época, cedeu ás suas exigências.

Os antecedentes da 1ª Guerra Mundial

A rivalidade económica e os nacionalismos

O desejo de exercer influência e dominar os mais ricos territórios mundiais criou rivalidades entre os países da Europa e intensificou o orgulho patriótico de algumas nações:

  • a Alemanha, a França e a Inglaterra, disputavam os territórios coloniais mais ricos ou estrategicamente situados;
  • a França queria recuperar os territórios da Alsácia e da Lorena, anexados pela Alemanha;
  • na Alemanha crescia um movimento politico que defendia a união de todos os povos germânicos e proclamava a superioridade da sua raça;
  • a região dos Balcãs era constituída por povos que desejam tornar-se independentes dos Impérios Austro-Húngaro e Otomano (Turco);
  • a Itália reclamava alguns territórios a norte da Península Itálica que se encontravam integrados no Império Austro-Húngaro;
  • a Polónia, dividida pela Áustria, Rússia e Alemanha, ambicionava tornar-se unida e autónoma.

A Politica das Alianças

Perante este contexto de rivalidades económicas e politicas, os países europeus formaram duas alianças:

  • Tríplice Aliança, em 1882, e que integrava a Alemanha, o Império Austro-Húngaro e a Itália;
  • Tríplice Entente, em 1907, composta pela Inglaterra, a França e a Rússia.

Qualquer situação conflituosa ocorrida entre dois países adversários arrastaria os seus aliados, obrigados a prestar-lhes apoio militar. Devido a esta instabilidade, as grandes potencias procuram armar-se, apesar de ainda se manterem em paz. A Europa viveu, assim, nos primeiros anos do século XX, um clima de paz armada.

O que despoletou a Guerra

No dia 28 de Junho de 1914, o herdeiro do Império Austro-Húngaro, o arquiduque Francisco Fernando, é assassinado em Sarajevo, por um estudante sérvio.

O Império Austro-Húngaro responsabilizou a Sérvia pelo atentado e, com o apoio da Alemanha, declara guerra á Sérvia, aliada da Rússia, o que desencadeia o sistema das alianças. As sucessivas declarações de guerra, entre países das duas alianças, deram origem ao inicio da 1ª Guerra Mundial.

Na Europa, o conflito desenrolou-se em três frentes:

  • na frente ocidental, do mar do Norte à fronteira da Suiça e desta ao mar Adriático;
  • na frente oriental, do mar Báltico ao mar Negro;
  • na frente balcânica, do mar Adriático à Turquia.

As Fases da Guerra

1ª Fase – Guerra de movimentos (1914)

A 1ª Fase da Guerra foi caracterizada pelos movimentos ofensivos rápidos;

  • A Alemanha invadiu a Bélgica (país neutro) e entrou no Norte de França. Com algum êxito; desejava chegar rapidamente a Paris.
  • Em Novembro de 1914, o exercito Francês deteve o avanço dos alemães (1ª batalha de Marne), impedindo-os de tomar Paris.
  • Na frente oriental os exércitos alemães conseguiram grandes vitórias sobre os Russos.
2ª Fase – Guerra de defesa de posições (1915 – 1918)

Para conservar as regiões ocupadas, as tropas em confronto escavaram uma extensa rede de valas e abrigos.

Ao longo desta etapa a situação militar é marcada por vários acontecimentos:
  • Adesão de outros países à guerra.
    • do lado dos Aliados: Itália, China, Brasil e Portugal
    • do lado das Potencias Centrais: Bulgária
  • Aperfeiçoamento dos meios de ataque que se tornaram cada vez mais mortíferos:
    • Canhões de longo alcance
    • morteiros
    • carros blindados
    • granadas de mão
    • metralhadoras
    • zepelins
    • aviões
    • submarinos
    • gás de cloro
  • Travaram-se grandes batalhas, das quais se destacam:
    • Batalha de Verdun – ofensiva alemã (1916)
    • Batalha de Somme – iniciativa franco-britânica (1916)
    • Batalha da Jutlândia – no mar do Norte, entre a armada inglesa e a alemã (1916)

Novos factores alteravam a situação de conflito:

  • Entrada dos americanos na guerra ao lado dos Aliados (Abril de 1917) – apoio económico e bélico e participação de cerca de um milhão de militares à Europa.
  • A Rússia abandonou a guerra assinando o armistício de Brest-Litovsk com a Alemanha (Dezembro de 1917)

Os Alemães uma vez libertos da frente oriental, lançaram uma ofensiva no norte da França para ocuparem Paris antes da chegada das tropas americanas. Recomeçava a guerra de movimentos.

3ª Fase – O retorno à guerra de movimentos (1915 – 1918)

A vitória dos Aliados

  • As crescentes dificuldades dos alemães devido ao bloqueio económico que os privou de alimentos e matérias-primas.
  • Na frente Balcânica os exércitos das potências centrais sofreram pesadas derrotas, a Bulgária (28 de Setembro) e a Turquia (30 de Outubro) renderam-se, solicitando o fim das hostilidades.
  • na Itália, o exército Austro-Húngaro foi derrotado e rendeu-se.

A Alemanha, face a esta situação sentiu-se isolada e impotente. A 11 de Novembro de 1918, o governo Alemão assinou o Armistício em Rethondes (França) que terminava a 1ª Guerra Mundial.


AS TRANSFORMAÇÕES POLÍTICAS, ECONÓMICAS, SOCIAIS E CULTURAIS DO APÓS GUERRA

Transformações geopolíticas decorrentes da 1.ª Grande Guerra

Tratado de Versalhes

Foi realizado no fim da guerra, em 1919, pelos países vencedores. Foi imposto à Alemanha a restituição à França da Alsácia – Lorena, a perda de todas as colónias, a redução do armamento e dos efectivos militares e o pagamento de indemnizações de guerra aos países vencedores.

Sociedade das Nações

Em 1919, foi constituída a sociedade das Nações com sede em Genebra e Suiça, cujos objectivos eram: defender a paz mundial e a independência politica dos Estados, proteger as minorias nacionais, reduzir os armamentos e favorecer a cooperação entre os países, ao nível social, cultural e financeiro.

Revolução Soviética

Nas vésperas da revolução

DESCREVER A SITUAÇÃO SOCIAL, POLITICA E ECONÓMICA DA RÚSSIA NO INICIO DO SÉC- XX

A nível politico, a Rússia era governada segundo um regime autoritário em que o Czar (Imperador) concentrava em si todos os poderes.

A nível económico, predominava a agricultura tradicional, tinha uma industrialização fraca e um comércio pouco dinâmico.

A nível social, existia uma sociedade de classes. O Clero e a Nobreza ocupavam os altos cargos e eram donos da maior parte das propriedades. A maior parte da população era camponesa e vivia em condições miseráveis. O operariado (menos 2%) tinha condições de trabalho difíceis e defendia as ideias socialistas. Também a burguesia estava descontente com o poder do Czar, e defendia a instauração do regime liberal e parlamento, no qual pudesse participar.

INSERIR NO CONTEXTO POLITICO E SOCIAL A TENTATIVA REVOLUCIONÁRIA DO “DOMINGO SANGRENTO” DE 1905

O “Domingo Sangrento” surgiu devido ao descontentamento da maioria da população face ás condições de vida, devido ao agravamento de situação após a derrota na guerra russo-japonesa e devido ao desinteresse de Czar pela situação da população.

IDENTIFICAR AS MEDIDAS POSTAS EM PRÁTICA PELO CZAR NICOLAU

O Czar, sentido-se ameaçado, criou a DUMA (Parlamento) para dar uma aparência democrática ao regime. No entanto, na realidade, o governo manipulava o Parlamento e aumentou a repressão. Com isto, as ideias socialistas começaram a espalhar-se.

As Duas Revoluções
DISTINGUIR A REVOLUÇÃO DE FEVEREIRO DA REVOLUÇÃO DE OUTUBRO DE 1917

A Revolução de Fevereiro, com o apoio da burguesia, pretendia o fim do poder do Czar e implementar um regime liberal parlamentar. Após a revolução surgiu um governo provisório (governo liberal burguês) e, apesar de a guerra ter motivado esta revolução, a Rússia manteve-se na guerra mundial.

A Revolução de Outubro, com o apoio do operariado, campesinato e sectores da pequena burguesia, pretendia uma revolução mais radical em que o poder pertenceria aos trabalhadores (ditadura do proletariado) numa sociedade sem classes (comunismo) e defendiam também a retirada da guerra. Após a revolução foi instaurado um governo socialista inspirado pela ideologia do Marxismo-Leninismo.

O Triunfo da Revolução Socialista
DESCREVE COMO FOI INSTAURADA A DEMOCRACIA DOS SOVIETES

No final de 1917, os bolcheviques organizaram eleições para a assembleia constituinte. No entanto, apenas tiveram 25% dos votos e, por isso, Lenine dissolveu a assembleia e entregou o poder legislativo ao congresso dos sovietes. A Rússia passa a ser uma República Soviética, não parlamentar.

INDICA AS MEDIDAS TOMADAS APÓS A REVOLUÇÃO

Foi assinado o tratado de Brest-Litovsk que retirou a Rússia da guerra e foi abolida toda a propriedade privada (fábricas, terras, minas e bancos) que foi nacionalizada sem o pagamento de indemnizações aos seus proprietários.

EXPLICA COMO SURGIU A GUERRA CIVIL NA RÚSSIA (1918-1920)

A burguesia e a aristocracia, descontentes por terem perdido os seus bens, tiveram apoio de alguns países porque temiam a expansão do comunismo e criaram o exército branco que se opôs ao exercito vermelho dos bolcheviques, surgindo assim uma violenta guerra civil.

CARACTERIZA A DITADURA COMUNISTA

Durante a guerra civil, a revolução socialista radicalizou-se, adotando um conjunto de medidas que ficaram conhecidas por comunismo da guerra:

  • foram proibidos todos os partidos políticos, à excepção do Partido Comunista (partido único)
  • criaram a Tcheka, uma policia politica que exercia grande repressão.
  • instauraram a censura
  • perseguiram, prenderam, torturaram e mataram muitos adversários políticos.
JUSTIFICA A ADOPÇÃO DA NEP

Quando a guerra civil terminou, a Rússia encontrava-se arrasada e a sua população faminta. Perante o descontentamento generalizado, Lenine resolveu fazer “um recuo estratégico”, ou seja, optar por um retorno ao “capitalismo limitado por um tempo limitado”, como afirmou para justificar a sua Nova Politica Económica, a NEP.

A construção da URSS
COMPREENDER AS CAUSAS DA CONSTITUIÇÃO DA URSS COMO A FEDERAÇÃO

A criação de uma União foi a fórmula encontrada pelos bolcheviques para conseguir manter unidos nacionalidades, etnias e territórios muito diferentes.

A SUCESSÃO DE LENINE
EXPLICAR A SUCESSÃO DE LENINE

Após a morte de Lenine surgiu uma violenta luta pelo poder entre Trotsky e Estaline. Estaline sai vencedor desta disputa pelo poder e, progressivamente, vai afastar e eliminar os seus opositores. Trotsky é expulso da URSS e refugia-se no México, onde veio a ser assassinado. Sob a direção de Estaline, a URSS passa a seguir uma linha politica mais dura e estabelece-se uma ditadura totalitária.

PORTUGAL: DA 1ª REPÚBLICA À DITADURA MILITAR

Da 1ª Republica à Ditadura Militar

Crise e Queda da Monarquia
DIFICULDADES ECONÓMICAS
  • Economia atrasada, predominantemente agrícola
  • endividamento externo
  • crise na Europa que provocou a falência de bancos, dificuldades ás empresas, aumento do desemprego e da inflação.
DESCONTENTAMENTO SOCIAL (MANIFESTAÇÕES E GREVES)
  • devido ao aumento dos impostos e baixos salários
REPUBLICANISMO
  • defendia o fim da monarquia, separação da Igreja e do Estado, igualdade perante a lei, sufrágio universal, liberalismo económico, nacionalismo e colonialismo.

O republicanismo, aproveitando a insatisfação da população que criou o Partido Republicano e foram organizadas várias campanhas contra a monarquia com o apoio da média burguesia e do operariado.

ULTIMATO INGLÊS

Após a conferencia de Berlim, Portugal apresentou o mapa cor-de-rosa onde demonstrou a pretensão de unir os territórios de angola e Moçambique. Este projecto foi contra as ideias dos Ingleses de unir o Cabo ao Cairo e então apresentaram um ultimato a Portugal.

O Regime Monárquico, cedeu a este ultimato o que fez aumentar ainda mais o descontentamento da população que via a cedência ao ultimato sinal de fraqueza e traição à Pátria. O Partido Republicano aproveitou este descontentamento para ganhar ainda mais apoiantes.

 REVOLTA DE 31 DE JANEIRO DE 1891

A primeira tentativa de revolução republicana aconteceu no Porto, a 31 de Janeiro de 1891. No entanto, as tropas fiéis ao rei conseguiram facilmente controlar esta revolta. Depois desta revolta, o rei dissolveu o Parlamento e entregou a chefia do governo a João Franco que governou segundo um Regime Ditatorial.

REGICÍDIO

O descontentamento com a monarquia agravou-se e, em 1908, o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro D. Luís foram mortos. Sucedeu-lhe então o filho mais novo D. Manuel, que não conseguiu recuperar a credibilidade do regime monárquico.

REVOLUÇÃO REPUBLICANA

No dia 4 de Outubro de 1910, um grupo de militares revoltosos foram para as ruas com o apoio da população. Desta vez, não houve grande resistência por parte das tropas fiéis ao rei e na manhã de 5 de Outubro foi proclamada a República.

FORMAÇÃO DE UM GOVERNO PROVISÓRIO

Após a revolução republicana foi formado um governo provisório presidido por Teófilo de Braga que elaborou as primeiras leis e preparou as eleições para a Assembleia constituinte.

1º PRESIDENTE DA REPÚBLICA
  • Manuel de Arriaga
A 1ª República
Constituição de 1911

A primeira constituição republicana portuguesa foi aprovada em 1911, nela ficou estabelecida a separação dos poderes:

  • Poder Legislativo (faz as leis)
    • Congresso ou Parlamento
      • eleito por sufrágio universal (no entanto, só os maiores de 21 anos e chefes de família há mais de um ano podiam votar)
      • elege o Presidente da República e tinha poder para destituir
  • Poder Executivo (executa as leis)
    • Presidente da República
      • escolhe o governo (ministros)
      • eleito pelo Congresso por 4 anos
  • Poder Judicial (julga quem não cumpre as leis)
    • Tribunais

Havia portanto uma supremacia do Parlamento sobre o poder executivo, o que causou uma grande instabilidade politica durante a 1ª República.

PRINCIPAIS MEDIDAS TOMADAS
  • Leis de Separação da Igreja e do Estado
    • Explosão das ordens religiosas
    • Nacionalização dos bens da Igreja
    • Proibição do ensino Religioso
  • Medidas Sociais
    • Igualdade dos direitos da Mulher
    • Lei do divórcio
    • Direito à greve
  • Educação
    • Criação de jardins-escola
    • Aumento do número de escolas primárias
    • Reforma no ensino técnico
    • Criação das universidades de Lisboa e Porto e reorganização da universidade de Coimbra
    • Aposta na formação de professores
DIFICULDADES DA 1ª REPÚBLICA
  • Oposição da Igreja Católica
  • Instabilidade politica, que não permitia o sucesso das medidas dos sucessivos governos
  • Rivalidades dentro do Partido Republicano que originou a formação de vários Partidos
  • Entrada na 1ª Guerra Mundial que piorou a situação económica do país.

Sendo assim, a agricultura continuava atrasada, tal como a indústria e as condições de vida da população pioravam.

Ditadura Militar

A 28 de Maio de 1926, um golpe militar pôs fim à 1ª República, dando inicio a uma ditadura militar.

O Parlamento foi dissolvido, as liberdades individuais foram restringidas e o governo passou directamente para os militares.

Para resolver o défice orçamental, nomearam Salazar para Ministro das Finança.

CRISES, DITADURAS E DEMOCRACIA NA DÉCADA DE 30

DIFICULDADES ECONÓMICAS DOS ANOS 30

Crise de superprodução

Ao longo dos anos 20, a economia americana tinha vindo a registar índices extraordinários de crescimento.

No entanto, a partir de 1925, a Europa começou a recuperar e, por isso, a precisar cada vez menos de recorrer aos EUA. Com consequência, o mercado interno americano começou a estar saturado, o que acabou por conduzir à acumulação de stocks.

Para tentarem escoar os produtos, muitas empresas agrícolas e industriais baixaram os preços, evidenciando sinais de uma crise de superprodução. Para fazerem face à crise, algumas empresas reduziram a produção e desceram salários.

Crash na bolsa de Nova Iorque

A especulação financeira, que se traduzia na compra e venda de acções na bolsa, conduziu ao crash da Bolsa de Nova Iorque, nos finais de 1929 (a chamada “quinta-feira negra”).

No dia 24 de Outubro de 1929, milhares de acções foram postas à venda abaixo do seu valor real, sem, no entanto, conseguirem comprador, provocando o crash na Bolsa de Nova Iorque.

Os accionistas, incapazes de vender as acções, ficaram arruinados. Muitos bancos abriram falência.

Em consequência, o desemprego alastrou, o que reduziu ainda mais o poder de compra, agravando-se assim a crise de superprodução.

Mundialização da Crise
Factores de propagação da crise:
  • EUA retiram os capitais investidos na Europa:
    • dificuldades financeiras nas empresas europeias
    • dificuldade de pagar as indemnizações
  • Contracção do comercio mundial:
    • países dificultam as importações
    • dificuldade em escoar tanto os produtos transformados como as matérias-primas.
Consequências sociais
  • Desemprego
  • Miséria nas cidades e nos campos
  • Descontentamento e revolta entre as populações
New Deal

Para resolver a crise, a maioria dos governos optou por politicas de intervenção do Estado na economia. Nos Estados Unidos, o Presidente Roosevelt pôs em prática o New Deal.

Entre as medidas tomadas pelo Governo de Roosevelt, destacam-se as seguintes:

  • regulamentação do sector industrial
  • redução de áreas cultivadas e pagamento de indemnização aos agricultores que o fizessem
  • realização de grandes obras financiadas pelo Estado
  • limitação da semana de trabalho para 40 horas
  • concessão de subsídios de desemprego
  • estabelecimento do salário mínimo

Os resultados do New Deal foram bastante positivas. A economia americana conseguiu revitalizar-se apesar da depressão se ter feito sentir até aos finais dos anos 30.

As medidas para a recuperação europeia

Na Europa, praticamente todos os países implementaram políticas económicas proteccionistas e de carácter intervencionista.

  • Na França
    • Aumentos salariais;
    • Semana de 40h de trabalhos;
    • 15 dias de férias pagas;
    • Nacionalização dos caminhos-de-ferro e das fábricas de armamento.
  • Na Inglaterra
    • Apoio às empresas industriais;
    • Medidas proteccionistas, como o apelo ao “buy british”.

Regimes Ditatoriais

Avanço da extrema-direita na Europa
Compreender as causas da propagação de regimes de extrema-direita na Europa

Após a 1ª Guerra Mundial, por toda a parte, desenvolveram-se os movimentos políticos de extrema-direita favoráveis ao autoritarismo.

O crescimento destes movimentos deve-se às dificuldades económicas que alguns países atravessaram a seguir à 1ª Guerra Mundial e, mais tarde devido à crise de 1929. O desemprego aumentou e o nível de vida de grande parte da população baixou e muitos atribuíram a responsabilidade aos governos parlamentares. Por outro lado, a burguesia passou a apoiar os movimentos de extrema-direita para contrariar o avanço da esquerda, sobretudo após a revolução soviética e as tentativas de revolução noutros países europeus.

 Meios utilizados

A violência, sob a forma de ameaças, espancamentos ou destruições usadas, sobretudo contra os partidos de esquerda e sindicatos, através da imprensa, da rádio, dos comícios e das manifestações.

Fascismo Italiano

Líder:

  • Benito Mussolini

Como chegou ao poder:

  • Por violência, uma marcha, e pressão ao rei

Principais características dos regimes:

  • Partido único
  • Totalitarismo
  • Militarismo
  • Ultra-nacionalismo
  • Imperialismo
  • Corporativismo
  • Anti-socialismo
  • Valorização do chefe / Duce
Nazismo

Líder:

  • Adolf Hitler

Como chegou ao poder:

  • A partir de eleições

Principais características dos regimes:

  • Antissemitismo
  • Racismo
  • Alargamento do espaço vital
  • A existência da policia politica (SA e SS) – secção de assalto e secção de segurança
  • Partido Único (Nazi)
  • Valorização do chefe / Chanceler / Führer
  • Repressão dos opositores
  • Proibição de greves
  • A existência de milícias armadas
Estado Novo

Lideres:

  • General Óscar Carmona
  • António de Oliveira Salazar

Como chegaram ao poder:

  • General Óscar Carmona foi eleito Presidente da República após o golpe militar em 1928
  • António de Oliveira Salazar foi proposto para Ministro das Finanças e em 1932, assumiu a Presidência do Concelho de Ministros

Principais características dos regimes:

  • Defesa e difusão de valores
  • Criação de organismos para militares
  • Proibição dos partidos políticos e reforço da ação da União Nacional
  • Manutenção da censura e da policia politica (PIDE)
  • Corporativismo
  • Colonismo

    A 2ª GUERRA MUNDIAL: VIOLÊNCIA E RECONSTRUÇÃO

    A primeira guerra mundial não conseguiu resolver os problemas que lhe deram origem.

    O final da primeira guerra agravou a situação europeia (grave crise), tendo sido a razão para o surgimento de

    diversos governos socialistas e particularmente totalitários.

     Invasão da Polónia

    ◦ Dá inicio à segunda grande guerra

    ◦ Invasão pelos Alemães, quebrando o pacto de não agressão

    ◦ 1 de setembro de 1939

    ◦ Alemanha faz um pacto com URSS, onde pretende dividir a Polónia pelos 2 países

    ◦ 17 de setembro de 1939 soviéticos ocupam a Polónia oriental

     Razões para a II Grande Guerra:

    ◦ dificuldades económicas

    ◦ instabilidade política

    ◦ regimes autoritários e totalitários

    ◦ políticas nacionalistas e expansionista (Alemanha)

    ◦ Itália e Alemanha descontentes com o resultado do acordo de Versalhes

    ◦ Itália invade Etiópia (outubro 1935 a maio 1936)

    ◦ Alemanha envia tropas (contra o tratado) para Renânia (1936), anexa Áustria e território checo

    ◦ espírito pacifista das outras potencias europeias

    ◦ Pacto de Munique (1938), garantia dada por Hitler que não pretendia obter mais territórios

    ◦ Japão adotou uma política expansionista (ocupou Coreia, a Manchúria e regiões da China)

     Alianças:

    ◦ Alemanha e Itália (maio 1939 – pacto de Aço)

    ◦ Japão aderiu em 1940 (Eixo Berlim- Roma – Tóquio)

    ◦ Alemanha e Rússia (pacto Germano-soviético – agosto 1939)

     As forças do Eixo (1939-1941)

    ◦ Invasão da Polónia levou a França e o Reino Unido a declarar guerra à Alemanha

    ◦ exercito alemão praticava uma guerra relâmpago (ataques surpresa, com bombardeio de posições e vias

    de comunicação, avanço de carros blindados e infantaria motorizada)

    ◦ Países aliados invadidos: Dinamarca, Noruega, Holanda, Bélgica

    ◦ Ataque à França, as defesas francesas revelaram-se inúteis, tendo sido invadidos e forçados por Hitler a

    assinar uma armistício

    Resumos Soltos | História 9º ano

    Unidade 2: Da Grande Depressão à II Grande Mundial

    2.2 A II Guerra Mundial: violência e reconstrução

    ◦ outros aliados alemães são Croácia, Eslováquia, Hungria, Roménia e Bulgária

    ◦ estados neutros: Suécia, Suíça, Espanha, Portugal, Turquia e Finlândia (Finlândia acedeu a auxiliar a

    Alemanha depois da ocupação)

     Resistência Britânica

    ◦ Reino Unido foi o primeiro a resistir ao exercito nazi

    ◦ evitou a invasão alemã

    ◦ Winston Churchill líder britânico

    ◦ Auxilio das forças americanas

     regiões para onde se alargou o conflito:

    ◦ norte de África (italianos atacaram o Egito a partir da Líbia)

    ◦ contraofensiva britânica levou ao recuo italiano

    ◦ Britânicos posicionaram tropas no Irão e Iraque

    ◦ Britânicos invadem Síria e Líbano pois eram posições ocupadas por franceses aliados da Alemanha

     Europa dominada pela Alemanha

    ◦ Grande objetivo alemão era alargar território (obtenção de alimentos, metais, carvão, petróleo e

    matérias-primas)

    ◦ julho 1941 – Invasão da União Soviética (alemães)

    ◦ os países invadidos eram dominados de forma diferente (as forças de trabalho eram postas ao serviço

    da Alemanha)

     Movimentos de resistência:

    ◦ França (governo de exílio em Londres)

    ◦ Jugoslávia

    ◦ Grécia

    ◦ Polónia

    ◦ realizavam operações de sabotagem ao nível dos transportes e das instalações

    ◦ transmissão de informação aos aliados

    ◦ na Jugoslávia as forças de resistência assumiam formas mais diretas de guerrilha

     URSS e EUA na guerra:

    ◦ Inicialmente ambos os país eram neutros

    ◦ Hitler ataca diretamente a URSS (pesadas baixas)

    ◦ Forças alemães ocuparam território soviético (países bálticos Bielorrússia e Ucrânia) - URSS – juntase aos aliados

    ◦ Ataque a Pearl Harbor, no Havai (dezembro 1941), pelos Japoneses. Presidente Franklin Roosevelt

    declara guerra ao império nipónico

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    Unidade 2: Da Grande Depressão à II Grande Mundial

    2.2 A II Guerra Mundial: violência e reconstrução

     Desfecho da Guerra:

    ◦ equilíbrio entre as forças (1942-1943)

    ◦ Alemanha com varias frentes de guerra (levou ao enfraquecimento das forças e a sua derrota)

    ◦ URSS derrota sucessivamente o inimigo na frente oriental (1943 – 1945)

    ◦ EUA papel na derrota do eixo no norte de África e na invasão da Sicília e sul da Itália

    ◦ Mussolini aliado de Hitler refugia-se no norte do país (Saló), posteriormente capturado e executado

    ◦ Desembarque na Normandia (junho 1944) – norte de França

    ◦ Invasão da Alemanha pelas forças aliadas

    ◦ Hitler suicidou-se a 30 de abril de 1945

    ◦ General Alfred Jodi (alemão) assinou rendição incondicional a 7 de maio

    ◦ Japão incapaz de resistir à ameaça da marinha e avião dos EUA (com auxilio da Austrália)

    ◦ Nipónicos perdem posição no Pacifico e Sudoeste asiático

    ◦ Japão não se rende

    ◦ EUA lança duas bombas atómicas (Hiroshima e Nagasaki), causando a morte a 200 mil pessoas e

    danos de saúde

    ◦ 15 de agosto de 1945 Japão rendesse. Chega ao fim da II Grande Guerra

     Perdas (1939 – 1945):

    ◦ 50 milhões de pessoas

    ◦ milhares de pessoas desalojadas, perda de bens e infraestruturas

    ◦ destruição de recursos

    ◦ redução da produção

    ◦ aumento das carências e dificuldades

     Consequências:

    ◦ mais vitimas mortais entre os civis em relação à primeira guerra

    ◦ genocídio dos judeus

    ◦ maioria dos alemães obrigados a abandonar países de origem

    ◦ Japoneses obrigados a abandonar países conquistados

     Mapa político mundial:

    ◦ Conferência de Ialta (Crimeia) – fevereiro de 1945

    ◦ Conferência de Potsdam (próximo de Berlim) – 17 de julho a 2 de agosto

    ◦ Alemanha dividida em 4 (ocupação britânica, americana, francesa e soviética)

    ◦ Berlim dividida por um muro

    ◦ países libertados do domínio alemão passaram a ter um governo provisório até à realização de eleições

    ◦ criação da ONU (organização das nações Unidas)

    ◦ Instituição do estado Judaico (Israel)

    Resumos Soltos | História 9º ano

    Unidade 2: Da Grande Depressão à II Grande Mundial

    2.2 A II Guerra Mundial: violência e reconstrução

    Holocausto:

     conjunto de acontecimentos ocorridos na Europa durante a Segunda Guerra Mundial que consistiu no

    extermínio de 6 milhões de judeus

     Houve perseguições aos judeus em muitos países, mais intensas em períodos de crise

    Aristides de Sousa Mendes:

     cidadão português

     cônsul na cidade francesa de Bordéus, 1940

     pai de 14 filhos

     concedeu vistos de entrada em Portugal a milhares de pessoas, particularmente judeus

     Condições impostas aos vencidos:

    • perdas territoriais para os países vencidos

    • desnazificação

    • criminalização e penalização dos responsáveis no tribunal de Nuremberga

    • julgamentos posteriores (fascistas italianos e japoneses)

    • promoção da democracia nos países libertados

     Conferencia de Bretton Woods:

    • realizada em julho 1944 pelos EUA com o apoio de 44 países

    • pretendia reconstruir o sistema financeiro mundial

    • definiu instituições como Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento

    • deu origem ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional

    • estabeleceu regras para as taxas de cambio, tendo por referencia o dólar

    • pretendia-se eliminar dificuldades de pagamento

    • facilitar expansão de negócios

     ONU a formação:

    • o presidente Truman em 1945 na cidade de São Francisco

    • conferencia de São Francisco com representantes de 50 países

    • 3500 participantes deram parecer positivo à Carta que deu origem à ONU

     objetivos da ONU:

    • manutenção da paz

    • cooperação política, económica e cultural

    • consagração do direito dos povos à autodeterminação

    • promoção das liberdades e direitos contemplados na Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948)

    Resumos Soltos | História 9º ano

    Unidade 2: Da Grande Depressão à II Grande Mundial

    2.2 A II Guerra Mundial: violência e reconstrução

     Órgãos de funcionamento e organismos especializados da ONU - órgãos dão apoio a projetos ou à resolução de

    problemas específicos

    • Assembleia Geral

    • Conselho de Seguranças

    • Tribunal Internacional de Justiça

    • Secretário-Geral

    • Conselho Económico e Social

    A ONU tem produzido resultados positivos:

    • na saúde

    • na educação

    • no ambiente

    • na defesa dos direitos humanos

    • no apoio à infância

     

     Na defesa da paz mundial, a ONU encontra mais problemas, particularmente na falta de meios e devido a

    interesses divergentes dos seus membros.

    Guerra Fria

    Introdução

    Após a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos e a União Soviética se tornaram duas superpotências que competiam entre si: cada uma buscava diminuir o poder da outra. Esse período de tensão entre os dois países ficou conhecido como Guerra Fria. Ainda que não tenha ocorrido uma guerra declarada entre eles, o conflito provocou várias guerras menores


    Antecedentes 

    Durante a Segunda Guerra Mundial, a União Soviética libertou da ocupação nazista diversos países da Europa oriental. Depois da guerra, porém, os soviéticos continuaram a controlar esses países, implantando neles o sistema econômico comunista.

    Os Estados Unidos não queriam que o comunismo fosse adotado em outras nações europeias. Também desejavam ter como aliados os países da Europa ocidental. Assim, deram dinheiro para a reconstrução desses países após a guerra. Esse programa, idealizado pelo general americano George Marshal, ficou conhecido como Plano Marshall.

    Alianças 

    Em 1949, os Estados Unidos e seus aliados europeus formaram a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). O objetivo dessa aliança era proteger seus membros em caso de ataques. Em 1955, a União Soviética e as nações do Leste Europeu formaram o Pacto de Varsóvia, com as mesmas intenções.

    Acontecimentos da Guerra Fria 

    Duas grandes crises durante a Guerra Fria envolveram Berlim. No fim da Segunda Guerra Mundial, a capital da Alemanha, assim como todo o país, foi dividida em quatro zonas, controladas por quatro nações: Estados Unidos, Reino UnidoFrança e União Soviética. Em 1948, as três nações ocidentais anunciaram que passariam a atuar em conjunto. A União Soviética então bloqueou as rotas rodoviárias e ferroviárias que abasteciam Berlim, localizada na parte soviética do país. Em resposta, os Estados Unidos e o Reino Unido passaram a abastecer a cidade usando aviões. Em 12 de maio de 1949, os soviéticos levantaram o bloqueio.

    Nos anos seguintes, muitos habitantes de Berlim Oriental fugiram para Berlim Ocidental. Em 1961, os dirigentes da Alemanha Oriental construíram um muro para impedir as fugas. O Muro de Berlim se tornou o símbolo da Guerra Fria.

    A Guerra Fria também atingiu lugares fora da Europa. Se por um lado a União Soviética apoiou governos comunistas em outros continentes, por outro os Estados Unidos tentavam deter o avanço comunista. Foi nesse contexto que aconteceram a Guerra da Coreia, na década de 1950, e a Guerra do Vietnã, nas duas décadas seguintes.

    Outros episódios ocorreram em países do Ocidente. Em 1959, Fidel Castro chegou ao poder em Cuba. Logo em seguida, declarou-se favorável ao comunismo. Em 1962, ao detetar a presença de mísseis nucleares soviéticos em território cubano, os Estados Unidos estabeleceram um bloqueio naval à ilha. Depois de vários dias de tensão, os soviéticos retiraram as armas.

    Fim da Guerra Fria 

    Nos anos 1970, os Estados Unidos e a União Soviética assinaram acordos de limitação de armas nucleares. Outras mudanças aconteceram quando Mikhail Gorbatchev se tornou líder da União Soviética em 1985. Ele tentou reorganizar a economia e deu início à abertura política do regime (glasnost). O ano de 1989 marcou a queda do Muro de Berlim. Em julho de 1991 o Pacto de Varsóvia foi dissolvido. Pouco depois, a União Soviética se dividiu em quinze nações independentes. O fim do comunismo na maior parte dos países que o adotavam significou o fim da Guerra Fria.

    Estabilidade e instabilidade num mundo unipolar

    O colapso gradual mas definitivo da União Soviética, em 1990 e 1991, transformou o mundo bipolar num mundo unipolar, em que os Estados Unidos da América se afirmaram como a potência hegemónica, sem rival. O fim da bipolarização não acabou com os conflitos, antes ampliou os já existentes, embora com novas feições - nacionalismos, confrontos étnicos, fanatismos religiosos e ataques terroristas, como o de 11 de Setembro de 2001, nos Estados Unidos da América.
    A globalização intensificou-se e criou uma nova ordem económica e cultural. Portugal procurou adaptar-se aos novos tempos, integrando a Comunidade Económica Europeia e, mais tarde, a União Europeia


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