História 8º ano
O EXPANSIONISMO EUROPEU
A EUROPA NAS VÉSPERAS DA EXPANSÃO
A situação económica
Na 2ª metade do século XIV
Na 2ª metade do século XIV, viveu-se um grave período de crise económica em toda a Europa devido a:
- maus anos agrícolas;
- epidemias, como a peste;
- e guerras.
Estes três fatores fizeram com que, além da falta de ouro, houvesse falta também de cereais e de mão de obra.
No século XV
No entanto, no século XV, o continente europeu entrou num período de recuperação económica:
- verificou-se um crescimento demográfico;
- a produção agrícola e artesanal aumentaram;
- desenvolveu-se o comércio.
Foi neste período e neste contexto que se sentiu a necessidade de expansão interna (aumento da área cultivada) e de expansão externa (procura de novos territórios, riquezas e mercados).
Principais áreas comerciais
No norte da Europa:
- Flandres
- Cidades hanseáticas
No Mediterrâneo:
- Cidades italianas (Génova, Veneza, …)
Os produtos mais cobiçados, como as especiarias, perfumes e tecidos de luxo da Índia e da China, eram trazidos para a Europa pelas rotas do Levante, e o ouro era comprado no norte de África.
A tentativa de chegar às regiões de onde provinham essas riquezas foi uma das razões para o movimento de expansão que se verificou na Europa neste século, em que Portugal teve um papel pioneiro.
Objetivos da expansão europeia
- Procura de ouro, porque o desenvolvimento do comércio exigia maior quantidade de moeda;
- Procura de um acesso direto às especiarias e produtos de luxo do Oriente, de forma a obter esses produtos mais baratos, com menos intermediários.
O conhecimento do mundo
No início do século XV, os europeus apenas conheciam, além da Europa, o norte de África e parte da Ásia.
Muitos dos conhecimentos sobre a Índia e a China baseavam-se em relatos de viajantes europeus como Marco Polo, relatos esses fantasiosos e cheios de imprecisões. Surgiram assim várias lendas sobre as regiões desconhecidas: acreditava-se que havia locais em que seria sempre noite, outros em que o calor seria tanto que seriam inabitáveis, noutros em que existiam monstros, pessoas sem cabeça, etc…
A PRIORIDADE PORTUGUESA NA EXPANSÃO EUROPEIA
Motivações portuguesas
A expansão externa também interessava a Portugal, sendo que cada grupo social tinha as suas motivações específicas:
- Burguesia (motivações económicas):
- pretendia riquezas (ouro, cereais, especiarias, escravos e outras mercadorias) e novos mercados
- Nobreza (motivações económicas, sociais e políticas):
- também pretendia riquezas, mas também novas terras e títulos
- Clero (motivações religiosas):
- pretendia converter povos ao cristianismo
- Povo (motivações sociais):
- ambicionava melhores condições de vida
Condições que permitiram Portugal ser pioneiro
Condições geográficas
- proximidade às ilhas atlânticas e ao norte de África
- extensa costa marítima com bons portos naturais
Condições políticas
- vivia-se um período de paz e estabilidade política
Condições históricas, sociais, técnicas e científicas
- existência de marinheiros experientes pois os portugueses provêm de povos com conhecimentos na arte de navegar e sempre tiveram atividades ligadas ao mar, como a pesca
- havia conhecimento e instrumentos para navegar em alto mar: bússola, astrolábio, quadrante e balestilha
- aperfeiçoou-se uma embarcação de origem mediterrânea – a caravela – com velas triangulares e leme na popa, que permitia bolinar, ou seja, navegar com ventos contrários.
Início da expansão portuguesa
Primeira conquista portuguesa
- Ceuta, no norte de África, em 1415
Razões para a conquista de Ceuta
- região rica em cereais
- ponto de chegada das rotas de caravanas que traziam o ouro do sul de África
- ponto estratégico por se situar no estreito de Gibraltar, por onde passam todos os barcos que entram e saem do Mar Mediterrâneo
- forma de atacar o Islão e expandir o cristianismo
O que se sucedeu após a conquista de Ceuta
- devido aos ataques frequentes à cidade, os campos de cultivo foram abandonados
- as rotas do ouro foram desviadas
- tornou-se dispendiosa a defesa desse território
Conclui-se assim que os resultados económicos desta conquista não corresponderam às expectativas dos portugueses. Surgiu assim um novo desafio: chegar às regiões produtoras do ouro. Para isso, optou-se pelo caminho da exploração marítima ao longo da costa africana.
1ª Fase da exploração da costa africana – De Ceuta a Serra Leoa – Período Henriquino
Principal responsável pelas primeiras expedições marítimas
- Infante D. Henrique, filho de D. João I.
Datas importantes durante esta fase
- 1419 – Redescobrimento* da Madeira
- 1427 – Redescobrimento* dos Açores
- 1434 – Passagem do cabo Bojador (navegador: Gil Eanes)
- 1460 – Chegada a Serra Leoa
* Em relação aos arquipélagos da Madeira e dos Açores, algumas das suas ilhas já apareciam representadas em alguns mapas do século XIV, por isso não se trata de descobrimentos, mas sim de redescobrimentos.
Só a partir da passagem do cabo Bojador é que se atingiu terras nunca antes pisadas pelos europeus. Por isso, a partir de 1434 é que se iniciam as verdadeiras viagens de descobrimento, ou seja, viagens a terras que até aí não eram conhecidas pelos europeus.
2ª fase da exploração da costa africana – Da Serra Leoa ao Cabo de Santa Catarina – Contrato com Fernão Gomes
Responsável pela 2ª fase da exploração da costa africana
- Fernão Gomes, um rico mercador de Lisboa
Após a morte do infante D. Henrique, o rei português então no poder, D. Afonso V, interessou-se mais em expedições militares no norte de África, onde conquistou as cidades de Alcácer Ceguer (em 1458) e Tânger (em 1471).
As expedições marítimas ficaram encarregues ao burguês Fernão Gomes, através de um contrato de 5 anos (1469-1474). Fernão Gomes podia fazer comércio nas terras que descobrisse, e em troca pagava uma importância em dinheiro e estava obrigado a descobrir para sul, em cada ano, cem léguas de costa.
Datas importantes durante esta fase
- 1474 – Chegada ao Cabo de Santa Catarina
Durante esta fase foi explorado todo o golfo da Guiné, incluindo a costa da Mina, onde foi possível adquirir bastante ouro.
3ª fase da exploração da costa africana – Do cabo de Santa Catarina ao cabo da Boa Esperança – Direção de D. João II
Responsável após o contrato de Fernão Gomes
- D. João II, filho de D. Afonso V
Com a subida ao poder de D. João II, a política de expansão tomou um novo rumo. O grande objetivo de D. João II era chegar à Índia por mar, contornando o continente africano.
Houve três iniciativas durante o seu reinado que contribuíram para que se atingisse o seu objetivo:
- 1485-1486 – as viagens de Diogo Cão, que explorou o litoral de Angola e chegou até à atual Namíbia
- 1487 – a expedição de Pero da Covilhã e Afonso de Paiva ao Oriente para recolherem informações sobre a navegação e o comércio no Oceano Índico
- 1488 – a passagem do cabo da Boa Esperança, por Bartolomeu Dias, que assim atingiu o limite sul do continente africano e alcançou o Oceano Índico
Estava assim aberto o caminho para se chegar à Índia por mar.
Chegada à Índia e ao Brasil
Chegada à Índia (1498)
D. João II morreu antes de ver o seu sonho ser concretizado. Foi em 1498, no reinado de D. Manuel I, que uma armada sob o comando de Vasco da Gama chega a Calecute, na Índia.
Pela primeira vez, a Europa ligava-se por mar à Ásia, através da rota do Cabo.
Descoberta do Brasil (1500)
Uma nova armada, sob o domínio de Pedro Álvares Cabral, tinha sido enviada para a Índia para impor o domínio português no Oriente. No entanto, durante essa viagem, os navios portugueses sofreram um grande desvio para sudoeste e descobriram uma nova terra, em 1500, no continente americano: o Brasil.
O IMPÉRIO PORTUGUÊS DO SÉCULO XVI
Portugal como a grande potência mundial
Através das viagens de descobrimento, os Portugueses formaram um império que se distribuía por quatro continentes (Europa, África, Ásia e América), e tornaram-se na grande potência mundial na primeira metade do século XVI.
Exploração das ilhas atlânticas
Povoamento e colonização
Tanto os Açores como a Madeira eram desabitadas quando os Portugueses chegaram a esses arquipélagos. Era então necessário proceder à sua colonização, ou seja, desbravar as novas terras, povoá-las e promover o seu crescimento económico.
Com esse fim, as terras foram divididas em capitanias e entregues a capitães-donatários.
Poderes dos capitães-donatários:
- administrar a justiça
- cobrar impostos
- distribuir terras aos camponeses que quisessem explorá-las
Produção económica
No arquipélago da Madeira:
- cereais, vinha e cana-de-açúcar
No arquipélago dos Açores:
- cereais, criação de gado e plantas tintureiras
Exploração das terras africanas
Sistema de exploração na costa africana
Os Portugueses fixaram-se apenas junto à costa e dedicaram-se sobretudo ao comércio de ouro, escravos, marfim e de especiarias africanas. Para isso, foram estabelecidas feitorias (posto comercial dirigido por um funcionário régio, geralmente fortificado) em locais estratégicos do litoral.
Onde se localizavam as principais feitorias:
- São Jorge da Mina
- Ilha de Moçambique
- Sofala
A ocupação dos arquipélagos africanos
Também os arquipélagos de Cabo Verde e São Tomé e Príncipe eram despovoados quando lá chegaram os Portugueses.
Em Cabo Verde:
- desenvolveu-se a criação de gado e a agricultura
Em São Tomé e Príncipe:
- desenvolveu-se uma ativa produção de açúcar
Os dois arquipélagos tornaram-se ainda entrepostos do tráfico de escravos. Adquiridos no litoral africano, os escravos eram lá depositados, como se de mercadorias tratassem, e depois eram reexportados para a Europa e para a América.
O Império Português no Oriente
Política do 1º vice-rei da Índia – D. Francisco de Almeida
- domínio dos mares
Os Portugueses, no Oriente, procuraram fundar apenas um império comercial, e não territorial. A principal oposição ao domínio português veio dos Muçulmanos que até então dominavam o comércio de exportação asiático. Foram então travados, no mar, combates decisivos onde se notabilizou o vice-rei D. Francisco de Almeida.
Política 2º do vice-rei da Índia – Afonso de Albuquerque
- domínio dos mares e conquista territorial de cidades estratégicas
Afonso de Albuquerque, além de continuar a política do anterior vice-rei, decidiu conquistar algumas cidades estratégicas como Ormuz, Goa e Malaca. Através destas cidades foi possível estabelecer uma importante rede de trocas comerciais pelos mares do Oriente.
Sistema de exploração
Para obter o monopólio do comércio no Oriente os Portugueses apoiaram-se numa rede de feitorias desde a costa ocidental de África até à China e ao Japão.
Capital do Império Português do Oriente:
- Goa
As mercadorias eram todas encaminhadas para Goa, de onde saíam todos os anos armadas para Portugal.
Monopólio régio
O comércio de todas as mercadorias estava sob controlo direto da coroa. Para isso foi criado em Lisboa um organismo oficial, a Casa da índia, que organizava as armadas, controlava o comércio entre Portugal e o Oriente e era onde se vendiam as mercadorias recebidas.
Exploração do Brasil
Colonização do Brasil
Inicialmente, os Portugueses interessaram-se apenas num único produto: o pau-brasil. No entanto, quando franceses e espanhóis tentaram instalar-se no território brasileiro, os portugueses decidiram proceder à sua colonização, tal como nas ilhas atlânticas, através de capitanias.
No entanto, devido às rivalidades entre os vários capitães-donatários e dificuldade a resistir aos frequentes ataques de índios e franceses, em 1549, Tomé de Sousa foi nomeado primeiro governador geral do Brasil.
Capital do Brasil (nesse período):
- S. Salvador da Baía
Principal produto explorado após a colonização:
- cana-de-açúcar
Para trabalhar nas plantações de cana-de-açúcar foram transportados desde África muitos escravos, em condições desumanas.
CONSTRUÇÃO DO IMPÉRIO ESPANHOL DA AMÉRICA
Rivalidade luso-castelhana
Disputa pelo arquipélago das Canárias e o Tratado de Alcáçovas (1480)
A competição entre Portugal e Castela (depois Espanha) sobre a posse dos territórios descobertos começou com a disputa do arquipélago das Canárias. Para resolver este conflito, foi assinado um tratado (Tratado de Alcáçovas) onde ficou determinado que Portugal desistia das Canárias, e em troca tinha o domínio exclusivo dos territórios a sul daquelas ilhas.
Descoberta da América (1492) e Tratado de Tordesilhas (1494)
Espanha (após união entre Castela, Leão e Aragão) tinha também interesse em chegar à Índia por mar, e por isso financiou a viagem de Cristóvão Colombo que pretendia chegar à Ásia navegando para Ocidente, uma vez que já se sabia que a Terra era redonda. Em 1492 atingiu terras que pensava serem da Índia, mas afinal tinha acabado de descobrir um novo continente: a América.
No entanto, as terras que descobriu, as Antilhas, encontravam-se a sul das Canárias, e segundo o Tratado de Alcáçovas, essas terras deveriam pertencer a Portugal. Para resolver mais este conflito, foi assinado um novo tratado (o Tratado de Tordesilhas) que dividiu o mundo em dois hemisférios, a partir de um meridiano que passava a 370 léguas a ocidente de Cabo Verde. As terras para oriente desse meridiano pertenceriam a Portugal, e a ocidente a Espanha.
Nesta fase, também outras nações europeias pretendiam expandir os seus territórios e pretendiam navegar livremente em qualquer parte do mundo, mas este tratado veio consolidar a política portuguesa e espanhola do mare clausum (mar fechado).
Nota: Alguns historiadores acreditam que os Portugueses já tinham chegado ao Brasil numa viagem anterior a 1494, pois durante as negociações com Espanha por causa do Tratado de Tordesilhas, o rei português conseguiu fazer com que esse território ficasse na parte portuguesa. Existe assim a dúvida se o desvio da armada de Pedro Álvares Cabral ocorreu devido a uma tempestade, ou se foi intencional. No entanto, a data oficial da descoberta do Brasil é de 22 de abril de 1500.
RENASCIMENTO, REFORMA E CONTRARREFORMA
RENASCIMENTO
O que foi o Renascimento?
- Renascimento
- movimento de renovação cultural inspirado na cultura clássica (greco-romana), que surgiu em Itália, no século XV
- Justificação para esta designação
- este movimento tem o nome de Renascimento porque foi considerado o “renascer” da cultura clássica
Porque surgiu em Itália?
- rivalidade entre as cidades de estado que queriam os melhores palácios, igrejas, artistas e pensadores da época
- prosperidade devido ao comércio que permitiu o acto do mecenato (patrocínio da cultura)
- abundância de vestígios da arte greco-romana
- bibliotecas com cópias de obras da Antiguidade e universidades que as estudavam
Difusão do Renascimento
A partir de Itália (Florença, Veneza, Roma e Bolonha), o movimento renascentista estendeu-se ao resto da Europa, sobretudo ás ricas cidades da Flandres, à Inglaterra, à França, à Espanha e à Alemanha. A prosperidade vivida em Portugal, resultante da expansão, permitiu que Portugal acompanhasse a Europa nesta renovação.
Novos Valores
- Classicismo
- inspiração na cultura greco-romana
- Antropocentrismo
- Homem no centro das preocupações humanas
- Individualismo
- Afirmação pessoal de cada individuo e valorização das suas realizações.
Humanismo
- Humanistas
- intelectuais da época do Renascimento que estudaram os autores antigos e, graças ao seu espírito critico, alargaram o saber em várias áreas.
- Humanismo
- movimento literário e filosófico que valorizava o Homem.
Principais Humanistas (obras sobre a Sociedade e o Homem)
- Nicolau Maquiavel – O Príncipe (ciência política)
- Erasmo de Roterdão – Elogio da loucura
- Thomas More – Utopia
- António de Gouveia
- André de Gouveia
- André de Resende
Principais Humanistas (criação literária)
- Dante – Divina comédia
- Bocaccio – Decameron
- William Shakespeare – Hamlet, Romeu, Julieta, Otero, Macbeth
- Miguel de Cervantes – Dom Quixote de La Mancha
- Luís de Camões – Os Lusíadas
Principais Humanistas (áreas das ciências e da natureza)
- Copérnico – (Modelo Heliocêntrico) – Astronomia
- André Vesálio – Anatomia
- Leonardo da Vinci – Anatomia
- Duarte Pacheco – Geografia
- D. João de Castro – Geografia
- Pedro Nunes – Matemática
- Garcia de Orta – Botânica
Invenção da imprensa
A activa produção Literária e Humanista pode ser divulgada graças á imprensa, inventada por Gutenberg, na Alemanha.
Contributo dos descobrimentos portuguesas
As viagens dos descobrimentos permitiram mostrar que algumas terias dos autores antigos estavam erradas (nomeadamente a de Ptolomeu). Descobriram novos territórios, espécies vegetais e animais, contribuindo assim para o progresso cientifico.
A ARTE DO RENASCIMENTO
Arquitetura Renascentista
Características
- inspiração na arquitetura clássica: utilização das ordens dórica, jónica e coríntia nas colunas, do arco de volta perfeita, da abóbada de berço, da cúpula e do frontão
- equilíbrio e simetria
- horizontalidade
- utilização de cornijas e balaustradas
- utilização de elementos inspirados na natureza e de estátuas de personagens da mitologia antiga na decoração.
Principais obras e arquitetos
- Brunelleschi
- cúpula da catedral da Santa Maria das Flores
- Bramante – Basílica de S. Pedro
- Miguel Ângelo – cúpula da Basílica de S. Pedro
ESCULTURA
Características
- inspiração na escultura clássica
- representação da figura humana
- harmonia, realismo e naturalismo
Principais obras e arquitetos
- Miguel Ângelo
- David
- Pieta
- Donatello
- estátuas equestres
- Verrocchio
- estátuas equestres
PINTURA
Características
- pintura a óleo / técnica do sfumato
- perspetiva
- equilíbrio da composição (geralmente em pirâmide)
- naturalismo e realismo
- temas: cenas religiosas, da mitologia clássica, do quotidiano e o retrato
Principais pintores
- Leonardo da Vinci
- Miguel Ângelo
- Rafael
- Ticiano
- Van Eyck
- Albrecht Durer
- Holbein
A ARTE EM PORTUGAL
A Arte Manuelina
Arquitetura Gótica-manuelino
- durante os reinados de D. Manuel I e D. João III
- elementos estruturais da arquitetura gótica
- decoração alusiva aos Descobrimentos:
- de carácter naturalista (troncos, raízes e folhagens)
- de carácter marítimo (cordas, boias, conchas, redes)
- emblemas nacionais (cruz de Cristo, escudo real e esfera armilar)
Principais Obras
- Mosteiro dos Jerónimos
- Torre de Belém
- Convento de Cristo (Tomar)
A Arte Renascentista em Portugal
Principais Obras de arquitetura
- Igreja da Graça (Évora)
- Claustro de D. João III (convento de Cristo, Tomar)
- Igreja da Conceição (Tomar)
Principais pintores renascentistas portugueses
- Nuno Gonçalves
- Painéis de S. Vicente de fora
- Vasco Fernandes (ou Grão Vasco)
- Gregório Lopes
- Francisco Henriques
REFORMA E CONTRARREFORMA
Igreja Católica do Séc. XVI
Importância da Igreja Católica
Até ao século XVI, a Igreja Católica dominava por completo a sociedade Europeia.
Crise na Igreja Católica
- muitos membros do alto clero viviam no luxo e na opulência
- a corrupção e a imoralidade eram frequentes
- alguns humanistas começaram a criticar a Igreja e a apelar ao regresso à pureza original.
Bula de Indulgencias
Em 1513, o papa Leão X enviou pregadores a várias regiões da Europa pedindo aos fiéis que contribuíssem com dinheiro para as obras da Basílica de São Pedro e, em troca, recebiam uma bula de indulgencias.
Uma bula de indulgencias era um documento em que o papa perdoava os pecados.
As Noventa e Cinco Teses de Martinho Lutero
Em 1517, Martinho Lutero, um monge alemão, condenou as indulgencias através das 95 Teses, foi excomungado e apenas escapou à fogueira porque foi protegido por príncipes alemães.
REFORMA PROTESTANTE
Igreja Luterana (Alemanha)
- o Homem alcança a salvação através da fé
- pode interpretar livremente a Bíblia sem a intervenção do clero
- reduziu os 7 sacramentos para apenas 2 (batismo e comunhão)
- aboliu o culto à Virgem e os Santos
- defendeu e extinção do celibato
- defendeu que a Igreja não deveria possuir propriedades
Os príncipes alemães apoiaram o luteranismo devido á possibilidade de ficarem com as propriedades da igreja.
Igreja Calvinista (Suíça, Holanda, Escócia e França)
- o Homem já está destinado ou não à salvação desde a sua nascença (doutrina da predestinação)
Igreja Calvinista (Suíça, Holanda, Escócia e França)
- o Homem já está destinado ou não à salvação desde a sua nascença (doutrina da predestinação)
Igreja Anglicana (Inglaterra)
- procurava conciliar os princípios católicos e luteranos
- foi fundada pelo Rei Henrique VIII que tornou-se, ele próprio, o chefe supremo da Igreja.
Europa Dividida
A Europa dividiu-se entre católicos e protestantes surgiram várias guerras, conflitos e massacres
A REACÇÃO DA IGREJA CATÓLICA
Reforma Católica
Para analisarem as criticas protestantes, os bispos e cardeais reuniram-se no Concilio de Trento.
Nesta reunião não foram aceites as propostas de mudança e foram reafirmados todos os dogmas da fé católica. Apenas procurou reformar os costumes do clero através de uma disciplina mais severa.
Contrarreforma
Para travar o avanço das ideias protestantes foram criados:
- a Companhia de Jesus
- defendia o catolicismo e promovia a sua difusão no mundo através da missionação, da pregação e do ensino
- o Índex
- lista de livros cuja leitura era proibida
- a Inquisição
- tribunal que perseguia todos os suspeitos de praticarem outras religiões
O que se passou na Península Ibérica
As ideias protestantes praticamente não chegaram à Península Ibérica. No entanto, haviam bastantes Judeus. Em Espanha, a inquisição foi extremamente violenta para todos os suspeitos de não serem católicos. Em Portugal, D. Manuel expulsou os Judeus, os que ficaram e aceitaram converter-se ao cristianismo passaram a ser chamados cristãos-novos. No entanto, apesar de convertidos, continuaram a ser perseguidos, torturados e condenados em cerimónias públicas chamadas autos de fé.
O ANTIGO REGIME EUROPEU: REGRA E EXCEPÇÃO
Conceito de Antigo Regime
Antigo Regime
- expressão usada para designar o regime que vigorava entre os séculos XVII e XVIII
Características do Antigo Regime
Características
- poder absoluto do rei (o rei concentrava em si todos os poderes)
- sociedade de ordens tripartida (nobreza, clero e terceiro estado)
- economia essencialmente agrícola mas dinamizada pelas actividades comerciais
Características Politicas
- o rei concentra em si todos os poderes
- só ele definia qual era o interesse do estado
- tinha poder de origem divina
- o rei de França Luís XIV foi o maior exemplo do poder absoluto e os outros Reis tentavam imitar o seu modo de vida (luxo e ostentação)
- instrumentos do poder:
- exercito forte
- vasto aparelho administrativo e fiscal
- imagem de grandeza e esplendor
Características Sociais
- sociedade estratificada e hierarquizada, ou seja encontrava-se dividida em grupos sociais, cada um com o seu nível de importância
- Clero
- grupo privilegiado
- não pagava impostos
- recebia a dizima
- tinham tribunais próprios
- Nobreza
- grupo privilegiado
- não pagava impostos
- ocupavam os principais cargos de corte, do exercito e da igreja
- a maior parte vivia das rendas das suas terras ou das tenças que os Reis lhes davam por serviços prestados
- Terceiro Estado
- grupo não privilegiado
- burgueses (comerciantes), camponeses, artesãos, serviçais, etc.
- pagavam impostos ao rei, ao clero e à nobreza
- os artesãos e os camponeses viviam na miséria
- alguns burgueses conseguiram enriquecer e ganharam prestigio e passaram a integrar a nobreza de toga (passaram a ter acesso a cargos administrativos e judiciais)
Características Económicas
- Agricultura
- principal actividade económica
- regime senhorial
- os camponeses tinham de entregar grande parte da colheita ao senhor da terra e de cumprir várias obrigações que ele lhes impunha
- pouco produtiva
- técnicas de cultivo tradicionais
- Comércio Internacional
- actividade económica mais rentável
- todas as potencias coloniais traziam produtos da Ásia, da África e das Américas beneficiando do exclusivo colonial (cada colónia só podia comerciar com o país a que pertencia)
- contribuiu para o desenvolvimento urbano e para a ascensão da burguesia
Politica Mercantilista
- Mercantilismo
- o poder do Estado depende das suas reservas monetárias (quantidade de metais preciosos) e para obter maior riqueza deve-se exportar mais do que se importa.
- Nacionalismo Económico
- intervenção do Estado na economia protegendo a industria e o comercio nacionais contra a concorrência de outras nações.
- Balança Comercial
- saldo entre o valor das exportações e o das importações
- Politica Económica de Colbert (França)
- fundou e protegeu manufacturas
- concedeu ás novas manufacturas o monopólio de certos produtos e isenções de impostos
- contratou técnicos estrangeiros
- aumentou as taxas alfandegárias sobre a importação de produtos estrangeiros
- criou companhias de comércio
- Alto de Navegação Inglês de 1660
- Estabelecia que todas as mercadorias importadas pela Inglaterra deveriam ser transportadas por navios ingleses e que os produtos das colónias inglesas só podiam ser exportadas para Inglaterra.
- Arte Barroca
- Características Gerais
- movimento
- dramatismo
- exuberância
UM SÉCULO DE MUDANÇAS (SÉCULO XVIII)
O ILUMINISMO
O que foi o Iluminismo
Iluminismo
- movimento cultural, que surgiu no século XVIII, e que valorizava o Homem como ser racional e esclarecido.
O que defendia o Iluminismo?
- Liberdade Económica
- Liberalismo Politico
- O Homem devia ser iluminado pelo conhecimento baseado na razão para assim sair da obscuridade da ignorância e ser livre
Quem eram os iluministas?
- Os iluministas eram intelectuais, na maioria de origem burguesa, que criticaram a situação social, politica e cultural vivida no Antigo Regime.
Principais iluministas
- John Locke (pai do Iluminismo)
- François Marie Arouet Voltaire (defendia a tolerância religiosa)
- ImmanuelKant (filosofo que enaltecia o poder da razão)
- Marquês de Condorcet (defendia a instrução para todos)
- Montesquieu (defendia a separação dos poderes)
- Jean Jacques Rousseau (defendia a soberania popular)
A difusão das novas ideias
A difusão das ideias iluministas foi rápida graças:
- à invenção da Enciclopédia
- aos jornais
- aos cafés
- ás academias
- ás lojas da Maçonaria
Novas Doutrinas Politicas
Despotismo esclarecido
Alguns Reis absolutos foram sensíveis ás propostas iluministas e exerceram um poder politico reformista (despotismo esclarecido), ou seja, continuaram a governar com poder absoluto mas para bem do povo.
Liberalismo Politico
O despotismo esclarecido não satisfazia completamente as ideias iluministas, por isso os iluministas começaram a defender um novo regime politico: o parlamentarismo
Este novo regime defende a separação dos poderes:
- Poder Legislativo (deputados eleitos pelos cidadãos)
- quem faz as leis
- Poder Executivo (rei e ministros)
- quem aplica as leis
- Poder Judicial (juízes)
- quem julga quem não cumpre as leis
De acordo com este regime politico
- o povo é soberano (soberania popular)
- são respeitados os direitos individuais
- existe liberdade e igualdade
Influencia das ideias iluministas em Portugal
Os estrangeirados
As ideias iluministas chegaram a Portugal sobretudo através dos estrangeirados (portugueses que viveram no estrangeiro e quando regressaram a Portugal quiseram aplicar as mudanças que estavam a ocorrer lá fora).
Reformas Pombalinas
As propostas de mudança vieram a ser aplicadas por meio de reformas económicas, sociais e culturais promovidas pelo Marques de Pombal, ministro de D. José.
Reformas Económicas (mercantilistas)
- criou companhias de comércio, a quem deu o monopólio de alguns produtos
- apoiou manufacturas através da isenção de impostos e de subsídios e criou novas
Reformas Sociais
- pôs fim ás perseguições da inquisição
- concedeu privilégios de nobreza a burgueses
Reformas Culturais
- fundou escolas menores (ensino primário)
- fundou escolas régias (ensino secundário)
- reformou a Universidade de Coimbra, onde foi introduzido o ensino de novas matérias como a matemática e as ciências da natureza
- modernizou os métodos de ensino com frequente recurso á experimentação laboral
A Nível Politico
- apoiou o despotismo esclarecido
- reforçou o aparelho do Estado através da criação de organismos que controlavam a administração e as actividades do Reino (erário régio, junta de comercio, real mesa censória e colégio dos nobres)
A importância da Cidade de Lisboa
A reconstrução da Cidade de Lisboa, após o terramoto de 1755, foi outra iniciativa de Marques de Pombal, e serviu para dar uma imagem do poder do Rei embora baseado nas ideias iluministas.
Da “Revolução Agrícola” à “Revolução Industrial”
Revolução Agrícola
Inovações Agrícolas
Na Inglaterra, nos séculos XVII e XVIII, a agricultura sofreu bastantes transformações que ficaram conhecidas por Revolução Agrícola.
FORMAÇÃO DE GRANDES PROPRIEDADES (ENCLOSURES)
- A nobreza rural britanica alargou as suas propriedades adquirindo baldios (terrenos incultos ou comuns a vários moradores para o gado pastor) e terrenos de pequenos proprietários arruinados e transformaram-nos em campos fechados (enclosures)
NOVAS TÉCNICAS DE CULTIVO
- selecção de sementes
- sistema quadrienal de rotação de culturas
- melhoria dos solos arenosos por mistura de argila
- drenagem de pântanos para aumentar a área cultivável.
NOVAS CULTURAS
- batata, beterraba e arroz
Consequências da revolução agrícola
Crescimento demográfico
Estas transformações aumentaram bastante a produtividade e passou a haver uma abundância de alimentos. A população passou a alimentar-se melhor e, graças à melhoria dos cuidados de higiene e aos avanços na medicina, a taxa de mortalidade diminuiu e deu-se um crescimento demográfico.
MELHOR + MELHORES CONDIÇÕES
ALIMENTAÇÃO DE HIGIENE E SAÚDE
Crescimento Demográfico
CRESCIMENTO URBANO
Muitas mudanças introduzidas na agricultura fizeram com que se deixasse de ser necessária tanta mão-de-obra nos campos. Sendo assim, com o crescimento da população e falta de trabalho nos campos, verificou-se um elevado êxodo rural, o que levou ao crescimento das cidades.
CRESCIMENTO DA + FALTA DE TRABALHO
POPULAÇÃO NOS CAMPOS
ÊXODO RURAL
CRESCIMENTO URBANO
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
O fornecimento de matérias-primas (lã) e capitais á industria foram importantes para o arranque da Revolução Industrial.
Revolução Industrial
A Prioridade Inglesa
A Revolução Industrial surgiu prioritariamente na Inglaterra devido a condições politicas, sociais e económicas.
CONDIÇÕES POLITICAS
- Regime politico (parlamentarismo) que defendia não só os interesses da nobreza como também os da burguesia.
CONDIÇÕES SOCIAIS
- existência de uma burguesia e nobreza activas e empreendedoras
- existência de uma mão-de-obra numerosa
CONDIÇÕES ECONÓMICAS
- abundância de capitais devido ao comercio colonial
- abundância de matérias primas (lã e algodão)
- vasta rede de vias de comunicação que facilitavam o transporte de matérias primas e de mercadorias
- vasto mercado interno e externo
Sectores de arranque da revolução industrial
- sector têxtil algodoeiro (algodão e lã)
- industria metalúrgica (ferro e carvão)
Fonte de energia
- força a vapor (produzido em caldeiras aquecidas pelo carvão)
Maquinização da industria
PROGRESSOS TÉCNICOS
- bomba a vapor
- lançadeira volante
- máquinas de fiação
- máquina a vapor
- teor mecânico
ALTERAÇÕES NO SECTOR PRODUTIVO
Industria manufactureira Produção industrial
- oficinas fábricas
- artesãos operários
- trabalho manual maquinofatura
- fonte de energia: fonte de energia:
sol, água, vento manual vapor (carvão)
MENOR PRODUTIVIDADE MAIOR PRODUTIVIDADE
PRODUTOS MAIS CAROS PRODUTOS MAIS BARATOS
MENOS LUCROS MAIS LUCROS
Nova classe social: operariado
Muitos dos operários eram mulheres e crianças e chegavam a trabalhar 15 ou 16 horas por dia com salários muito baixos.
As más condições de higiene contribuíram ainda para a existência de muitas doenças como a tuberculose.
A industrialização e o ambiente
Com a industrialização surgiram vários problemas ambientais:
- águas enegrecidas devido á fuligem e com o pó doa carvão
- sobre-exploração de recursos minerais e alteração da paisagem devido á sua extracção
- poluição dos solos, ar, rios e oceanos
- poluição sonora devido ao ruído das máquinas
REVOLUÇÕES E ESTADOS LIBERAIS CONSERVADORES
Independência Estados Unidos da América
Localizar no tempo e no espaço a revolução
Na América do Norte (na costa leste), em 1776 treze colónias inglesas tornam-se independentes.
Apresentar os principais factores de descontentamento das colónias inglesas
Existia uma burguesia próspera e empreendedora que estava contra o exclusivo colonial imposto pela metrópole que impedia de comerciar com os outros países. A situação piorou quando a metrópole fixou novas taxas alfandegárias sobre o açúcar, o chá e o papel selado.
Identificar o processo que levou á criação dos E.U.A.
Em 1775, os representantes das treze colónias resolveram criar um exercito para resistir á dominação inglesa e, no ano seguinte, um novo congresso em Filadélfia decidiu proclamar a independência. A Inglaterra entrou em guerra contra os revoltosos mas estes tiveram o apoio da França, Espanha e Holanda. No qual, em 1783, o exercito de Washington impôs-se aos ingleses que se viram obrigados em reconhecer a independência das suas colónias.
Referir o processo de consolidação da independência
Em 1787, as várias colónias aprovaram a Constituição de 1787 que instituiu os Estados Unidos da América sob a forma de uma república federal: cada Estado conservava a sua autonomia mas havia um governo central que se ocupava das questões comuns como a defesa e os negócios estrangeiros.
Indica dois aspectos inovadores desta revolução
- Pela primeira vez uma colónia tornava-se independente
- Foi instaurado um regime democrático baseado nos ideais iluministas
Revolução Liberal Francesa
Localizar no tempo e no espaço esta revolução
Em 1789, ocorreu uma revolução na França que acabou com a monarquia absoluta.
Descontentamento social
Terceiro Estado
- Os camponeses viviam na miséria, pagavam bastantes impostos e ainda várias obrigações senhoriais
- Os artesãos e assalariados queixavam-se da falta de emprego, baixos salários e subida de preços
- Os burgueses, apesar de ser o grupo social mais rico e mais culto, não tinham acesso aos mais altos cargos, por isso apoiavam as ideias iluministas de liberdade e igualdade.
Crise económica e financeira
- maus anos agrícolas fez subir os preços dos cereais
- as receitas do Estado eram insuficientes para cobrir as despesas
SOLUÇÃO PARA ESTA CRISE
Umas das soluções propostas foi cobrar impostos também aos grupos privilegiados (nobreza e clero), no entanto estes grupos sociais não aceitaram esta solução.
MUNDO INDUSTRIALIZADO E PAÍSES DE DIFÍCIL INDUSTRIALIZAÇÃO
A segunda fase de industrialização
Novos países industrializados
- Bélgica
- França
- Alemanha
- Estados Unidos da América
Invenção do caminho de ferro
- Em 1814 – Stephenson construiu uma locomotiva a vapor que podia deslocar um comboio de vagões sobre carris
- Em 1821 – a Inglaterra inaugurou a primeira ligação, entre Liverpool e Manchester
A Revolução dos transportes
A idade dos caminhos de ferro
A partir de meados do século XIX, a febre da construção ferroviária invadiu a Europa e os E.U.A. Através de pontes, viadutos e túneis o caminho de ferro ia galgando todos os obstáculos. A Europa ficou coberta de uma densa rede de vias-férreas e os continentes americanos e asiáticos foram atravessados, de um extremo ao outro, por linhas transcontinentais.
Evolução dos transportes marítimos
- Construção de grandes e rápidos veleiros
- aperfeiçoamento do barco a vapor
- abertura do canal do Suez e do canal do Panamá
Consequências do desenvolvimento dos transportes
Com o desenvolvimento dos transportes as distancias encurtam-se. As pessoas e as mercadorias passaram a deslocar-se mais depressa e com custos mais baixos. Passou a haver mais migrações e intensificou-se o comércio.
DESENVOLVIMENTO DOS
TRANSPORTES
FORMAÇÃO DE MERCADOS ACELERAÇÃO DAS TROCAS
NACIONAIS INTERCONTINENTAIS
MUNDIALIZAÇÃO DA ECONOMIA
Novos inventos, novas industrias
Inventos
- adubos
- alumínio
- fibras sintéticas
- aspirina
- lâmpada
- gerador
- dínamo
- telefone
- motor de explosão
Segunda revolução nos transportes
- automóveis
- aviões
Novas fontes de energia
- electricidade
- petróleo
Modificações no quotidiano
Invenções como o elevador , o frigorífico, o aspirador, o fogão a gás alteraram o modo de vida das pessoas. As máquinas e os aparelhos invadiram o dia a dia das pessoas facilitando as deslocações, o trabalho e a vida doméstica e proporcionando novas formas de comunicação, de divertimento e lazer.
- Características Gerais
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